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Guarda Municipal de Campinas atira em Rottweiler


Guarda Municipal atira em Rottweiler

Na noite do sábado do dia 02 de setembro de 2007, às 20 Feliciano recebeu uma ligação da Guarda Municipal de Campinas dizendo que um dos guardas havia dado três disparos de revólver em um cachorro da raça Rottweiler, no bairro DIC I. Imediatamente após a chamada, Feliciano acompanhado de voluntários seguiram para o local, chegando encontraram todo assustado um Rottweiler em baixo da cama de sua dona sobre um mar de sangue. O animal foi retirado do local e levado para um Hospital Veterinário. Por sua sorte as balas pegaram de raspão, pois o guarda municipal que desferiu os tiros era ruim de pontaria. O animal de nome Vitor tem seis anos idade e é dócil. Este guarda municipal despreparado, só agiu desta maneira, pressionado pelos apelos de pessoas exaltadas que o incitavam a matar o rottweiler, isto porque horas antes este animal tinha entrado em briga e matado um cão menor que morava na mesma casa.

Após alguns dias a dona do animal ligou várias vezes para a UPA solicitando a sua devolução, pois a filha estava com saudades do Vitor. Diante disto Feliciano e sua equipe devolveram o cão que ficou muito feliz ao reconhecer seu quintal.



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USP faz campanha contra o abandono de animais no campus

De acordo com o professor Tibor Rabóczkay, presidente do Programa USP Convive, a mensagem é propositalmente agressiva. “Apelar para o bom sentimento das pessoas nem sempre funciona. Precisa dar um certo baque. Se pegarmos alguém abandonando animal no campus, é caso de delegacia, pois é proibido por lei”, diz.

E o contexto para a campanha não poderia ser melhor, pois, segundo Rabóczkay, dezembro, janeiro e fevereiro apresentam um crescimento no número de cachorros abandonados na universidade por ser período de recesso. “Nessa época, os voluntários e os componentes do programa já tremem nas bases. Fulano viaja para a praia, abandona o animal, volta da praia, compra outro e no próximo verão abandona de novo. É um desrespeito total à vida”, comenta.

Cartaz cachorros USP (Foto: Clara Velasco/G1) Foto: Cartaz contra o abandono de animais perto da portaria principal da USP (Foto: Clara Velasco/G1)
Superlotação

Apesar de não saber exatamente qual é aumento no abandono, Rabóczkay diz que a média de cães deixados no campus é de dez por mês, número suficiente para deixar o canil em um estado constante de superlotação. Atualmente, o local está abrigando cerca de cem cachorros, mas ainda há 80 vagando pela universidade. O programa recebe solicitações constantes de funcionários, alunos e visitantes da USP que se queixam de ter visto um animal em condições precárias ou agressivas. O recolhimento, porém, é feito na medida em que surgem vagas no espaço, o que acontece apenas com doações.

Segundo o professor José Sidnei Colombo Martini, da Coordenadoria do Campus da Capital (Cocesp), um programa de reestruturação do canil já está sendo feito em conjunto com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ). “A atual instalação já tem mais de dez anos, então temos que modernizar o espaço. Ela também será adequada à quantidade de cachorros do canil para lidar com o problema da lotação”, diz.

O coordenador também atenta para o fato de que o canil é, antes de tudo, um abrigo temporário para os animais. “Eles passam por aqui, são cuidados e então oferecidos à sociedade com  doações. Não é uma estadia permanente”, afirma. “E com a atual política de divulgação [contra o abandono], nós esperamos que esse número vá reduzindo gradualmente. Mas como nós não temos controle sobre isso, estamos nos preparando para enfrentar a situação na medida do possível.”

Voluntários

O Programa USP Convive e o canil une tanto funcionários da universidade quanto voluntários. Ele foi criado em 17 de outubro de 2001 por meio de uma portaria do então reitor, o professor Jacques Marcovitch. Segundo o professor José Sidnei, funcionários da USP foram convidados e indicados pela portaria para cuidar dos animais. Desde então, um grupo de jovens externo à USP e chamado de “Patinhas Online” se associou ao programa voluntariamente.

“O voluntário se dedica mais. Ele vai à feira de doação, organiza eventos pra arrecadar dinheiro, faz trabalho de socialização dos cães, dá banho, passeia”, conta Elizabeth Rabóczkay, uma das integrantes do programa e também funcionária da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH). Ela foi indicada pela portaria em 2001, sendo considerada uma das funcionárias mais antigas e dedicadas do canil. “É muito importante ter voluntários, pois sem eles fica difícil de fazer todos os trabalhos de castrar, comprar vacinas, entre outros.”
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